O que você precisa saber sobre a hipoproteinemia

Você já ouviu falar em hipoproteinemia? A construção dessa palavra, que pode ser nova para você, já indica a baixa incidência de proteína no organismo. Temos o prefixo hipo, que significa “baixo”, mais a palavra “proteinemia“, que diz respeito à quantidade de proteínas no sangue.

Assim, a hipoproteinemia é caracterizada pelo baixo teor de proteínas no sangue. Não custa lembrar que existem milhares de aminoácidos, no entanto, 13 deles são essenciais para nosso organismo. Nove deles são produzidos pelo corpo e os outros quatro precisam estar presentes em nossa rotina alimentar.

Portanto, os quadros de hipoproteinemia são resultados de uma dieta pobre em proteínas. É bastante comum em regiões onde há escassez de alimentos. No entanto, como estamos inseridos em uma lógica de rotina alimentar de baixos nutrientes e rica em carboidratos simples, a falta dos nutrientes essenciais também pode desencadear esse problema. Também existe a relação com outros problemas de saúde.

Vamos entender mais sobre a hipoproteinemia?

Fatores de risco para hipoproteinemia

O perigo da hipoproteinemia é uma realidade para os seguintes grupos:

  • Populações de baixa renda que contam com uma dieta bastante restrita;
  • Gestantes que não consomem as proteínas suficientes para si e para o desenvolvimento do feto;
  • Pessoas com distúrbios alimentares, tais como anorexia e bulimia nervosa, que não consomem proteínas devido à baixa ingestão de calorias diárias;
  • Pessoas com dietas restritivas onde o consumo de calorias é baixo.

Outras causas para falta de proteínas

Além do consumo insuficiente de proteínas, a hipoproteinemia pode ser desencadeada por alguns problemas de saúde. A falta de proteínas pode ser um dos sintomas das doenças a seguir.

Distúrbios hepáticos

O fígado tem a função de fazer a síntese das proteínas do corpo. Quando esse órgão está acometido por problemas como hepatite ou cirrose, o organismo pode ter dificuldades em obter proteína suficiente para suas funções vitais.

Problemas renais

Os rins são os órgãos responsáveis por filtrar o sangue, ou seja, enviar os resíduos do organismo à urina. Quando não funcionam bem, podem vazar uma quantidade excessiva de proteínas para a urina. Isso acontece principalmente com pacientes de pressão alta, alguns tipos de diabetes e problemas nos rins. A urina pode concentrar alta quantidade de proteína que deveria circular no corpo.

Doença celíaca

Essa doença auto-imune faz que as células de defesa do organismo confunda o glúten com uma ameaça para o organismo, desencadeando em reações alérgicas. Os danos causados ao intestino delgado pela doença celíaca podem fazer que muitos nutrientes não sejam bem absorvidos, incluindo as proteínas.

Doença inflamatória intestinal

O intestino delgado é o responsável por decompor e absorver muitos dos nutrientes essenciais ao organismo. Quando esse órgão sofre danos devido a essas doenças, as proteínas não são bem absorvidas.

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Sintomas e tratamento

Os sintomas da hipoproteinemia variam desde sinais leves até alterações graves, tais como:

  • Sensação de fraqueza e cansaço;
  • Viroses frequentes;
  • Queda de cabelo;
  • Unhas fracas e pele ressecada;
  • Irritabilidade e mau humor;
  • Vontade de consumir alimentos ricos em proteínas.

Exames de sangue são necessários e eficazes para diagnosticar esse problema. O tratamento varia de acordo com a situação da pessoa. Por exemplo, quando é constatado que o motivo da falta de proteínas é meramente alimentar, a dieta da pessoa é ajustada. Distúrbios hepáticos e renais pedem tratamento médico e monitoramento… E por aí vai.

Espero que meu artigo ajude você a entender mais sobre o que a falta de proteínas pode causar. Ao menor dos sintomas, procure um médico, pois este pode ser um indicativo de um problema maior.

Até a próxima!

Dr. Márcio Tannure

Dr. Márcio Tannure

Referência na Medicina do Esporte, Márcio Tannure é membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia e Membro da Sociedade de Artroscopia e Traumatologia do Esporte. Faz parte da equipe médica do Flamengo há mais de 15 anos e Médico Oficial da UFC desde 2011.