Como eu me tornei um médico do esporte?

Eu recebo muitas perguntas sobre minha atuação como médico do esporte. Como é o cotidiano? De que é necessário para alguém alcançar uma boa colocação nessa área? Se você tem curiosidade sobre o tema, continue a leitura deste artigo até o final.

Escolher ser médico do esporte não é optar por um caminho fácil. Desde muito cedo, quando decidi pela medicina, eu sabia que gostaria de atuar na área esportiva. Já falei aqui no blog sobre as dificuldades mais comuns do início de carreira e também algumas dicas para conquistar o sucesso na medicina esportiva.

Hoje, você vai conhecer minha trajetória no Flamengo, no UFC e como fui indicado para trabalhar como médico do esporte na Seleção Brasileira de Futebol.

Médico do esporte: uma carreira

Existe uma diferença entre profissão e carreira a qual é fundamental a compreensão dos jovens. A profissão escolhemos em algum momento da vida, como a inscrição em um vestibular, por exemplo. A carreira é construída todos os dias, tijolo por tijolo.

Quando eu entrei na faculdade, via muitos dos meus colegas ainda buscando seus caminhos. Afinal, a medicina tem muito a oferecer aos profissionais. Naquela época, ser médico do esporte já era meu sonho.

Buscar uma carreira envolve paixão, algo que faz seus olhos brilharem. Esse sentimento eu tive desde que iniciei no Flamengo, em 2002, e me acompanha todos os dias. Vivenciar o esporte todos os dias, por meio da medicina esportiva, dá sentido ao meu trabalho. Por isso, nunca desisti frente às negativas iniciais.

Médico do Flamengo

Iniciei no Flamengo em 2002, como estagiário. Fui contratado no fim de 2003, para atuar no futebol de base. Fiquei longe do clube apenas em 2005, quando precisei cursar residência médica e os meus horários não eram compatíveis com os horários dos jogos de futebol. Então, fui atuar como médico do esporte no meio olímpico.

Voltei ao futebol profissional em 2006 e nunca mais parei de buscar o melhor para os atletas em questão de saúde e desempenho. Em 2015, assumi como chefe do departamento médico do Flamengo. Essa posição envolve uma grande responsabilidade, da qual tenho muito orgulho.

O departamento médico do Flamengo relaciona todos os profissionais da saúde no esporte, como nutricionistas, educadores físicos, fisioterapeutas, psicólogos entre outros. Sou o responsável por coordenar toda a comissão técnica numa abordagem transdisciplinar em um trabalho integrado. O objetivo, é claro, foca em proporcionar qualidade aos atletas.

Novos caminhos

Em função da minha atuação no Flamengo, em 2007 fui convidado a atuar na Seleção Brasileira de Futebol, onde fiquei até 2012. Fui coordenador médico das categorias de base, as quais conquistaram importantes títulos durante o tempo em que estive à frente da equipe médica.

No UFC, minha história também é de longa data. Desde 2005 já atendia alguns lutadores, e foi onde tudo começou. Fui responsável, em conjunto com alguns parceiros, por abrir o primeiro centro de treinamento integrado no Brasil, a Black House, por onde passaram grandes atletas.

Em 2011, quando o UFC veio oficialmente para o Brasil, tive a honra de ser chamado para trabalhar com as equipes. Aí, eu já tinha boas referências e indicações, construídas ao longo da minha carreira. 

Eu me sinto muito grato por todas as realizações da minha vida. Nada veio de graça, nunca tive padrinhos em nenhum dos lugares onde trabalhei e sempre batalhei pelas minhas conquistas. Hoje, tenho orgulho de coordenar um centro médico esportivo que é referência no Brasil.

Espero que meu artigo tenha ajudado você a ficar ainda mais motivado para seguir uma carreira como médico do esporte. Para saber mais, veja meu vídeo abaixo e aproveite para se inscrever em meu canal do Youtube.

Até a próxima!

Dr. Márcio Tannure

Dr. Márcio Tannure

Referência na Medicina do Esporte, Márcio Tannure é membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia e Membro da Sociedade de Artroscopia e Traumatologia do Esporte. Faz parte da equipe médica do Flamengo há mais de 15 anos e Médico Oficial da UFC desde 2011.