O que causa a fadiga muscular e como evitá-la?

A fadiga muscular é um tema recorrente no meio dos educadores físicos e atletas. São diversos os mitos e verdades que envolvem o tema, em especial sobre a sua recuperação. Este fenômeno é comum após um treino intenso, independente da modalidade esportiva ou ginástica que você escolheu.

Muito mais que o cansaço normal do pós-treino, a fadiga muscular é a incapacidade do músculo manter um rendimento satisfatório durante um exercício físico prolongado. Até quando a atividade é alterada, a região muscular não trabalha mais devido ao cansaço extremo.

É importante saber diferenciar o cansaço saudável após a musculação da fadiga muscular e também das dores depois do treino.

Se você sente dores e quer saber mais, recomendo o artigo: Dor depois da musculação: o que é normal? Para saber detalhes sobre a fadiga muscular e como evitá-la, continue neste artigo.

Os perigos da fadiga muscular

Esse problema assola muitos atletas profissionais, mas quem mantém rotina de treinos regulares não está livre de sofrer com isso. A fadiga pode ser considerada também um mecanismo de defesa do organismo para que os músculos parem de trabalhar para fins de recuperação.

No entanto, se o atleta insiste nas práticas de exercícios, as chances de sofrer lesões aumenta. Isso devido à queda de sua propriocepção e coordenação motora. Também pode levar a pessoa a desistir de executar as atividades físicas. Por exemplo, um obeso que naturalmente já sente dificuldades em manter a rotina de exercícios pode ficar ainda mais desestimulado. Ou mesmo um atleta profissional pode perder provas devido à fadiga muscular.

As causas da fadiga muscular

Ignorar os sintomas desse problema pode ser mais perigoso do que você imagina. São muitos os fatores que ocasionam nessa situação. A boa notícia é que ao conhecê-los você pode evitá-los. Os principais são:

Ácido láctico – A substância é produzida como um subproduto da atividade física. O corpo transforma esse ácido em lactato, utilizado posteriormente como energia. O problema é quando o organismo já processou todo o lactato dentro das suas possibilidades, pois assim o excedente é armazenado nos músculos e causa dor, espasmos e cólicas.

Respiração aneróbia – Esta pode ter como consequência a causa anterior, já que a respiração das células em um contexto de pouca oxigenação acelera a liberação do ácido láctico. Atividades físicas intensas exigem alto consumo de oxigênio. Por isso, a respiração anaeróbica (que é a abundância de oxigênio) deve ser feita corretamente.

Deficiência de nutrientes – Quando o corpo não recebe a quantidade necessária de minerais essenciais, vitaminas e eletrólitos advindos da alimentação, hidratação e implementação, o processo de fadiga muscular fica acelerado. Potássio, cálcio e magnésio são alguns dos mais importantes. Na falta deles, o atleta perde muito rendimento.

Falta de aquecimento – Quando os músculos passam do estado de repouso direto para o treino pesado de forma brusca, eles sofrem mais. Ao fazer alongamentos, você sinaliza ao organismo que vai iniciar os exercícios. Assim, a circulação de sangue e a oxigenação dos músculos aumentam e eles funcionam com melhor efetividade.

Portanto, para evitar a fadiga muscular é essencial manter a alimentação regrada, fazer aquecimentos e respirar corretamente. Em casos de dores ou desconfortos persistentes, o ideal é conversar com o seu orientador físico para tomar as providências necessárias.

Pode ser que ele indique a você alguns equipamentos ortopédicos e, neste caso, recomendo que conheça os produtos da Casa do Médico.

Até a próxima!

Dr. Márcio Tannure

Dr. Márcio Tannure

Referência na Medicina do Esporte, Márcio Tannure é membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia e Membro da Sociedade de Artroscopia e Traumatologia do Esporte. Faz parte da equipe médica do Flamengo há mais de 15 anos e Médico Oficial da UFC desde 2011.